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Desenvolvimento e Cultura numa perspectiva plural

Abram Szajman

Presidente do Conselho Regional do SESC São Paulo

A programação dos centros culturais e esportivos do SESC reflete o compromisso do empresariado dos setores do comércio, prestação de serviços e turismo com o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador desses setores, seus dependentes e sua comunidade.

As ações em áreas diversas, que vão do esporte ao turismo, da alimentação às linguagens artísticas, da cultura digital à educação para sustentabilidade, têm como objetivo central a utilização responsável e eficiente dos recursos disponibilizados por seus mantenedores em benefício de seu público prioritário.

Dentro dessa perspectiva, a realização da 11ª edição da Bienal Naïfs do Brasil, no SESC Piracicaba, dá continuidade a um dos eventos mais relevantes na aproximação entre as linguagens artísticas e a comunidade. Essa relevância advém não apenas da longevidade dessa exposição, mas principalmente do tipo de relação que ela estimulou, ao longo do tempo, entre artistas, obras e espectadores, pautada por valores e significações que contrastam com aqueles que se tornaram comuns para os habitantes das grandes cidades.

O reconhecimento da importância dos traços da identidade cultural de um povo é uma das marcas da ação do SESC. A presente mostra é prova da valorização de elementos que não estão restritos ao cotidiano urbano. Deve-se ressaltar que tal disposição está conectada a um pensamento caro a esta entidade, segundo o qual a compreensão dos fenômenos da contemporaneidade é mais adequada quando contempla de forma integral várias facetas do desenvolvimento humano.

Afinal, a visão de mundo dos que trabalham em áreas de contato direto com a sociedade, como é o caso do comércio, prestação de serviços e turismo, deve se caracterizar pela aptidão em perceber as interdependências entre campo e cidade, interior e capital, cidades maiores e menores, bem como pela responsabilidade em zelar pelo trato equilibrado de empreendimentos de maior ou menor amplitude, salvaguardando as iniciativas locais, símbolos do crescimento sustentável de cada região. É nesse sentido que a Bienal Naïfs do Brasil deixa transparecer a atenção permanente que o SESC dedica à concepção plural de desenvolvimento e cultura, sempre pensando essas duas dimensões de modo interligado.